Transformar a Comunidade I

Deus cria tudo o que existe e, principalmente, cria o ser humano á sua imagem e semelhança, porque sopra sobre ele o seu hálito de vida (anima) o seu Espírito.

O ser humano se afasta de Deus por querer ser igual á Deus, usando seu livre arbítrio e rompe a relação de harmonia.

Entra no mundo o mau e o pecado, o desequilíbrio e a violência e o homem rompe com Deus e perde sua semelhança com Ele.

Deus continua o diálogo de salvação com a humanidade e estabelece uma aliança primeiramente com Abraão, depois com Moisés, esta selada com o sangue do cordeiro.

Depois de muitas alianças e de muito o homem quebrar, enviou os profetas para anunciar uma aliança mais perfeita, selada pelo Messias.

Jesus vem para celebrar a nova aliança de amor e assim restaurar o Reino na Terra.

Quando chama os apóstolos para conviver com Ele, deseja que eles aprendam a viver esse Reino que tem uma nova prática de vida: o amor-serviço como sua máxima expressão.

Queria que os apóstolos fossem transformados e transformadores para que pudessem ser multiplicadores na nova maneira de viver que era pautada no amor.

Por isso que, depois, nas primeiras comunidades estava se instalando o Reino e todos diziam “vejam como eles se amam”.

Lucas apresenta no Ato dos Apóstolos o primeiro retrato da comunidade cristã. Ela nasce do anuncio fundamental que provoca a conversão, cresce com a catequese evangélica (palavra) e se espalha através do testemunho.

Internamente a comunidade se mantém pela união com Deus (oração e escuta da palavra no Templo) e pela participação na Páscoa de Jesus ( fração do pão = Eucaristia).

Na vida prática a conversão se exprime por um novo modelo de relações: a fraternidade substitui a opressão do poder, e a partilha de bens supera a exploração.

A única autoridade é de Deus, e se exprime através dos prodígios e sinais que acompanham o testemunho dos apóstolos.

Para Lucas, a vida dessa comunidade mostra o ideal da Igreja e o projeto da nova sociedade, que Jesus veio anunciar e trazer.